Publicado por: "Tempestade" | 20/08/2010

#Bem vindo!

  • Festival do Rio divulga lista completa de selecionados

O Festival do Rio divulgou nesta quarta-feira (1º) a lista dos selecionados para as mostras da Première do Brasil 2010. Na lista, também foram relacionados os filmes brasileiros que serão exibidos em outras mostras do evento.

Em relação à lista divulgada no dia 26 mais dois entraram em competição, e fechou-se uma relação definitiva de competidores.

O Festival do Rio ocorre entre 23 de setembro e 7 de outubro na capital fluminense.

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS
“A verdadeira história da Bailarina de Vermelho”, de Alessandra Colasanti e Samir Abujamra
“Bartô”, de Gunter Sarfert e Onon
“Desperdício”, de Cadu Fávero
“Do abismo”, de Antonio Pessoa
“Dois mundos”, de Thereza Jessouroun
“Em trânsito”, de Cavi Borges
“Ensolarado”, de Ricardo Targino
‘Estação”, de Marcia Faria
“Geral”, de Anna Azevedo
“Homem-bomba”, de Tarcísio Lara Puiati
“Homem Centenário”, de Andrea Pasquini
“Love Express”, de André Pellenz
“O bolo”, de Robert Guimarães
“O minuto é um milagre que não se repete”, de Leonardo Souza
“O Voo de Tulugaq”, de André Guerreiro Lopes
“Simpatia do Limão”, de Miguel de Oliveira
“Tempestade”, de Cesar Cabral
“Vento’, de Marcio Salem
“Vida boa”, de Marcelo Presot
“Um Outro Ensaio”, de Natara Ney
“Um Par a Outro”, de Cecília Engels

Fonte:

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/792573-festival-do-rio-divulga-lista-completa-de-selecionados.shtml

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  • “Tempestade” no Porta Curtas

VOTE:

http://www.portacurtas.com.br/pop_160.asp?cod=9738&Exib=1

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  • Festival de Curtas traz forte seleção nesta segunda

-Por Heitor Augusto/Cineclick

Se você não faz o tipo que topa andar de um cinema para outro, na correria, para conseguir acompanhar a programação do Festival de Curtas, então essa dica vai para você: pegue sua mochila e monte base nesta segunda-feira (23/8) no Cinesesc.

Em dois horários diferentes, às 17h e às 21h, serão dez curtas-metragens com estilos distintos. A começar pela Mostra Brasil 10, exibida no primeiro horário.

Depois de ser testado ao limite, vale tomar uma cerveja acompanhado de um lance, conversar com os amigos e se preparar para a sessão das 21h com os curtas da Mostra Brasil 3. Na seleção, muitos filmes premiados.

A projeção começa com o carioca Ensaio de Cinema, que apresenta o cuidado dos filmes anteriores de Allan Ribeiro. Em seguida, a comédia Amigos Bizarros do Ricardinho, de Augusto Canani, que faz rir ao falar de gente comum com situações atípicas.

Lembrança, de Maurício Osaki, faz a transição entre o primeiro e o segundo bloco da seção, que é encerrado por  Bailão, de Marcelo Caetano, e Tempestade, de Cesar Cabral.

Temos nesses dois filmes dois temas muito diferentes (homossexualidade e solidão) abordados com a mesma sutileza. O resultado são dois filmes tocantes, cada um à sua maneira.

Serviço
Festival Internacional de Curtas-metragens – Sessões gratuitas
Mostra Brasil 10, às 17h, e Mostra Brasil 3, às 21h
Cinesesc (Rua Augusta, 2075)

Fonte:

http://cinema.cineclick.uol.com.br/noticia/carregar/titulo/festival-de-curtas-traz-forte-selecao-brasileira-nesta-segunda/id/27715/

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  • Andreense emplaca segunda animação

Por Adriana Feder

Foi para um trabalho da faculdade de cinema que César Cabral produziu seu primeiro curta de animação. Em 2000, juntou-se a um amigo e abriu sua própria produtora, a Coala Filmes, em Santo André.

O diretor e roteirista andreense já é veterano no Festival de Curtas de São Paulo. Em 2008, esteve com Dossiê Rê Bordosa. Este ano, ele concorre com Tempestade, sua mais recente produção e com sessão amanhã, às 21h, no Cinesesc e outra na terça, às 18h, no Cineclube Grajaú (Rua Oscar Barreto Filho, 252).

Mas Dossiê também está na programação do festival deste ano, com sessões amanhã, às 16h, e na quinta, às 21h, na Cinemateca (Largo Senador Raul Cardoso, 207. Tel.: 3512-6111). A animação investiga as razões que levaram o cartunista Angeli a matar a diva underground Rê Bordosa, ‘assassinada” em 1987.

O curta rodou festivais importantes do mundo inteiro, e foi vencedor de mais de 70 prêmios. “O mercado mudou. A internet possibilita maior acesso do público ao curta-metragem e isso é muito legal. Antes o filme ficava meio segregado aos festivais”, afirma o animador.

Tempestade estreou em julho, no Anima Mundi e no Festival de Paulínia. Mesmo com o sucesso do curta anterior, Cabral buscou outro caminho. “Queria experimentar outra linguagem, outro visual, outras formas de construir um boneco”, explica.

Ambos são de animação stop motion, feita com massinha, em que tudo é filmado quadro a quadro. O boneco é posicionado a cada etapa e a câmera o registra, como se fosse uma foto. Quando isso é passado com velocidade, eis a sensação de movimento.

O processo é mais demorado do que se imagina. “Tudo depende da complexidade da animação, mas em média, trabalhando o dia inteiro, se consegue filmar de cinco a dez segundos por dia”, diz.

Fonte:

 http://www.dgabc.com.br/News/5827096/andreense-emplaca-segunda-animacao.aspx

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  • Nova safra do cinema

-Por Luis Felipe Soares

O cenário cinematográfico nacional esta voltado, nesta semana, para as atividades do tradicional Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, que teve início na quinta-feira e ocorre em diversas salas da Capital. A programação pode ser vista no site do evento (www.kinoforum.org.br/curtas/2010). Em sua 21ª edição, conta com a presença de produções recentes de uma talentosa safra de diretores do Grande ABC que despontam no mercado.

Entre os mais de 400 filmes de 30 países diferentes, os cineastas César Cabral, de Santo André, diretor de Tempestade e Dossiê Rê Bordosa; Vébis Júnior, de São Bernardo, responsável por Das Faces e Sombras; e Marcelo Felipe Sampaio, de Diadema, dos filmes O Guardado e Pixote 30 Anos Depois…, são algumas figuras que buscam seu espaço ao sol no setor audiovisual brasileiro – e mundial, sendo que seus trabalhos correm em festivais de países como Espanha, Cuba e Inglaterra.

“A região está muito melhor em relação a cinema do que se imagina”, afirma Vébis. “Está surgindo uma nova geração de pessoas do Grande ABC que querem trabalhar com cinema, e gosto de participar dessa efervescência da arte”, completa.

Apesar das dificuldades em se trabalhar nesse setor do entretenimento, levando em conta que o gasto pode ser muito superior a outros estilos artísticos, eles afirmam que vale a pena investir em seu amor pela sétima arte e tentar de qualquer forma viabilizar seus projetos pessoais.

É importante ressaltar que o trio – que trabalha separadamente – não vive somente de cinema. Em meio a aulas e entregas de obras publicitárias, encontram tempo para vencer as barreiras das dificuldades financeiras e começar suas filmagens. “Faço um cinema de guerrilha para suprir minha necessidade de filmar. Me considero um artista que consegue sobreviver sem a máquina ao lado”, diz Sampaio.

Considerado o mais importante evento do gênero no Brasil, o Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo surge como ótima oportunidade para que possam apresentar os trabalhos a companheiros cineastas de diferentes lugares. Segundo Cabral, os filmes são feitos sem vislumbrar lucro. “A produção de curta-metragem é uma coisa que faço em paralelo. Não é algo que visa ganhar dinheiro. Tem peso como portfólio ou como uma realização pessoal”, diz.

A realização e divulgação dos curtas-metragens sempre têm um valor simbólico e especial para cada um deles. Ao falar sobre os filmes, recordam cenas, personagens e pessoas que os ajudaram a transformar o sonho em realidade. Que eles sirvam de exemplo para que mais pessoas tenham coragem de encarar os desafios do mundo cinematográfico.

Fonte:

 http://www.dgabc.com.br/News/5827090/nova-safra-do-cinema.aspx

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  • Viagem pelo cinema mundial em uma hora

-Por Pedro Antunes

Uma viagem da Alemanha ao Canadá, da Coreia do Sul à Romênia. Tudo em pouco mais de uma hora e meia, numa mesma sessão, na Cinemateca. Pode-se também passear de Norte a Sul do País, em uma hora e vinte, no CineSesc. Opções não faltam na 21º edição do Festival Internacional de Curtas em São Paulo, que começa hoje e vai até dia 27, com mais de 400 filmes de 30 países. Tudo de graça.

Os curtas estão em alta no País. Não só pela quantidade de títulos desta mostra, mas pelo espaço conquistado nos principais festivais de cinema, como Gramado e Paulínia, e também em eventos como o Anima Mundi, em julho, e o Festival Itinerante de Curtas Latinos, em agosto.

“O espaço para os curtas no Brasil tem crescido muito. Vejo muitas pessoas fazendo vídeos”, diz o cineasta César Cabral, de 38 anos, que tem duas produções no festival que se inicia hoje, ambas animações em stop-motion: a belíssima ‘Tempestade’, que rendeu o prêmio de melhor diretor em Paulínia e conta saga de um marinheiro solitário em alto-mar em busca da amada; e a já consagrada ‘Dossiê Rê Bordosa’, de 2008, exibida em mais de 100 festivais, segundo as contas do diretor. Com jeito de documentário, o filme “investiga” o motivo do cartunista Angeli ter matado sua personagem Rê Bordosa – leia-se ter parado de desenhá-la.

Quem ganha com esse crescimento são os próprios cineastas brasileiros. Premiado em Paulínia com o curta ‘Eu Não Quero Voltar Sozinho’, como melhor filme na escolha do público, crítica e júri oficial, Daniel Ribeiro, de 28 anos, já planeja refilmar a história, dessa vez num longa.

“Queremos rodar em julho do ano que vem”, conta. O filme aborda de maneira delicada o descobrimento do primeiro amor através de um menino cego que se interessa por um novo colega de escola. “É uma forma diferente de mostrar isso. Trocamos essa necessidade visual pelo trabalho do descobrimento através do toque, do cheiro”, conta o diretor.

Há 21 anos à frente do Festival, Zita Carvalhosa, de 50 anos, viu de perto a evolução da produção dos curtas. “Era mais a videoarte. Agora, não. Quando começamos a organizar o festival internacional, tínhamos apenas um sala. Hoje são dez”, diz a diretora do evento.

Fonte:

http://blogs.estadao.com.br/na-telona/

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  • Short Films 3 Brasília

Warning: Session inappropriate for children under 14 years

  

Tempestade

Cesar Cabral -2010 / Brazil

Locais de exibição

Teatro CCBB DF
04/09/2010 – 21:30
07/09/2010 – 19:30
09/09/2010 – 19:30

Cinema CCBB DF
01/09/2010 – 19:00
02/09/2010 – 21:00
05/09/2010 – 21:00
10/09/2010 – 19:00
11/09/2010 – 13:00
12/09/2010 – 21:00

Fonte: http://www.animamundi.com.br/en/festival/programacao_detalhe_sessao.php/235

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  • Tempestade no Kinoforum

Tempestade / Storm

Movie selected for the programing of Festival

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César Cabral
Brasil(SP), 2010
10′ – Cor
35mm

A lone sailor sails through stormy oceans yearning to be reunited with his loved one. He follows a strict daily routine until unexpected events alter his destiny.

Screenplay: Cesar Cabral, Leandro Maciel
Animation: Cesar Cabral
Photography: Alziro Barbosa
Art: Daniel Bruson
Editing: Cesar Cabral, Fernando Coimbra
Original score: Philip Glass
Production Director: Anália Tahara
Executive production: Carol Scalice, Cesar Cabral
Producing company: Coala Filmes

* Selecionado para, 14º Festival Cultura Inglesa, São Paulo, 2010 / Selecionado para, Festival de Paulínia, Paulínia, 2010

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Fonte:

 http://www.kinoforum.org.br/curtas/2010/detalhe.php?c=23404&idioma=2

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  • A tempestade criativa de um animador

por Amilton Pinheiro

Em sua segunda animação, que lhe rendeu o prêmio de direção de curta nacional no último Festival de Paulínia, o diretor César Cabral reflete sobre a solidão humana.

O 18º Festival Internacional de animação do Brasil, o Anima Mundi, acabou no último domingo em São Paulo, com sucesso de público e de crítica. O mesmo havia acontecido no Rio de Janeiro, de 16 a 25 de julho. O Brasil, de uns anos para cá, vem se transformando em um celeiro de profissionais talentosos, a maioria jovens, que trabalha com animação. Com várias técnicas, tanto para o mercado internacional, que é a principal demanda, como para o mercado interno, que ainda carece de investimento e de público, eles estão aparecendo cada vez mais. Muitos desses jovens trabalham com publicidade, mas alguns, como é o caso do diretor César Cabral, se aventuram em fazer animação de curta (fazer longa de animação no Brasil ainda é um horizonte difuso, com pouca visibilidade).

Formado em Cinema pela ECA/USP, Cabral já tem no currículo dois curtas que foram muito premiados e festejados, tanto pelo público quanto pela crítica. O segundo, Tempestade, lhe conferiu o merecido prêmio de curta nacional no Festival de Paulínia que aconteceu agora em julho. A ideia do curta nasceu de uma música dos Beatles, Eleanor Rigby, mas o diretor se utilizou de outras referências, como a luz e a cor das obras do pintor romântico inglês, William Turner (1775-1851). O primeiro curta de Cabral, Dossiê Rê Bordosa, realizado em 2007, o tornou conhecido no meio cinematográfico e lhe conferiu reputação. Apesar de fazer animação, que a princípio parece coisa de criança, os filmes do diretor são destinados ao público adulto, pois ele desenvolve seus temas de forma sombria e séria. Mas isso não exclui as crianças de apreciarem as imagens dos seus curtas. Em conversa no Festival de Paulínia, Cabral falou sobre sua carreira, seus filmes e o mercado de animação no Brasil. Confira os principais trechos abaixo.

Brasileiros – Por que você decidiu fazer cinema e, especificamente, cinema de animação?
César Cabral –
Falando um pouco da minha história: sou formado em cinema, pela ECA (Escola de Comunicações e Artes) da USP (Universidade de São Paulo). Na faculdade, a gente tinha de optar, no final do curso, por uma especialidade a seguir dentro do cinema. Eu optei por som e animação. No final, fiz um curta, que era um exercício de filmagem, em animação Stop Motion, animação com bonecos de massinha. De lá pra cá, comecei a trabalhar muito com animação Shplush.

Brasileiros – O que é Shplush?
C.C. –
É uma animação feita com os personagens do cartunista Laerte. Na verdade, estou muito envolvido com quadrinhos. Sempre fui muito envolvido com isso. Lia muito, gostava de desenhar. Então, na faculdade fiz esse curta, que era um exercício. Tinha uns três ou quatro minutos de duração, mais ou menos. Na sequência, comecei a trabalhar muito em publicidade, fazendo coisas sempre voltadas para animação. Em 2007, ganhei um edital para fazer um curta, que foi o Dossiê Rê Bordosa, uma animação baseada nas tirinhas de Angeli. Agora estou com o filme Tempestade, animação com roteiro original.

Brasileiros – Li que o filme se baseava em uma canção dos Beatles, Eleanor Rigby
C.C. –
Na verdade, é o seguinte: eu ganhei um prêmio da Cultura Inglesa. Para inscrever um projeto, era preciso que o roteiro fosse inspirado em uma obra inglesa. Realmente, foi ouvindo uma música dos Beatles que pensei na história do curta. A música fala de solidão, de pessoas sozinhas, ali no seu dia a dia. O filme é uma inspiração. O filme que se transformou em Tempestade não tem nada a ver com a letra da música. Acho que tem a ver com a temática, que é solidão. A história é um marinheiro no meio de uma tempestade. A princípio, a vida dele está sob controle. Ele vai em direção da amada. É uma história de amor, melhor dizendo, de amor platônico. No meio do caminho, as coisas começam a mudar. Ele começa a perder o rumo, começa a tentar achar (o caminho), começa a desconfiar da própria lucidez. Eu trabalhei muito com a questão simbólica e com a plasticidade do filme. É adulto, no sentido do pictórico das imagens. Quando a gente fala massinha, não são bonecos de massinha fofinhos. São bonecos mais sérios, com características bem humanas, com roupas, texturas de roupas humanas. Eu tentei ressaltar ao máximo essa condição da animação Stop Motion, de construir o mar com celofanes, com tubos que simulassem água, etc. Mas, na verdade, tudo tem a cara de animação Stop Motion, que é físico. Talvez pensando um pouco mais agora, é uma coisa de propósito, artesanal, que o Stop Motion tem. O filme busca muito isso, não ser computador.

Brasileiros – A questão da solidão é muito contemporânea. Além da solidão, quais são as suas buscas ao fazer cinema de animação?
C.C. –
Cada filme tem uma temática que sobressai. O que eu busco ou, pelo menos, o que tenho tentado fazer ultimamente é desenvolver, a partir da animação, algumas coisas que me interessam. Acho que no Dossiê Rê Bordosa trabalhei um pouco com a linguagem do documental no universo da animação, que teoricamente é onde mais permite você experimentar e viajar em um roteiro. Esse meu filme tem uma estrutura documental. Peguei uma câmera e entrevistei as pessoas. E dessas entrevistas reais, eu construí uma história de animação. Claro que não é só documentário, pois eu misturo com ficção. A gente ficcionou uma parte. Fora essa construção do roteiro, a gente usou adaptações das tirinhas do Angeli. Em Tempestade, a busca que tive era realmente experimentar a linguagem narrativa. Ter um desafio inicial, que era contar uma história sem diálogos. Contei essa história com imagens. É uma história densa, que fala de amor, de solidão, de uma pessoa perdida em alto-mar. Talvez essa tenha sido a grande busca. Junto a isso, trabalhei a parte estética. Fora a referência da música dos Beatles, tive outra referência que foi a obra de William Turner (pintor romântico inglês, um dos precursores do Impressionismo). Não que eu ache que meu filme se transformou na imagem ou nos quadros do Turner. Ele serviu para a gente buscar essa coisa da textura, da luz. Dessa narrativa que tem nos quadros do pintor inglês. Achei que podia experimentar em cima disso no meu filme. Foi o grande desafio.

Brasileiros – A luz que William Turner imprimia em suas telas servia, na maioria das vezes, para tirar a nitidez das coisas…
C.C. –
É uma forma de você ver. O que eu vi no trabalho dele, essa interpretação da luz e da cor, foi uma forma de expressão interna, interior. Tanto é que ele antecipa, por exemplo, os impressionistas, o Impressionismo, que viria, sei lá, 50 anos depois. Ele é um pintor romântico por volta de 1830/40, que foi o auge de sua pintura, antecipou o que viria no final do século XIX, que foi o Impressionismo. Mas tem essa leitura também que você falou, porque essa de deixar as coisas mais difusas, talvez, fosse mostrar mais a parte interior das pessoas, uma visão interior. Em Turner, a visão não é realista. Nesse sentido, acho que a gente conseguiu imprimir no filme Tempestade.

Brasileiros – Por que no Brasil temos ainda poucos longas de animação?
C.C. –
Acho que o principal fator seja por causa da questão da produção em si do cinema nacional. Fazer animação não é barato. Sempre é muito caro, muito demorado, tem de ter uma equipe muito grande. Mesmo se você pensar um estúdio com todo suporte, como, por exemplo, uma produção hollywoodiana, leva três anos para se fazer um filme, em média. E custa, sei lá, em torno de US$ 50 milhões ou até mais. Fazer um filme de longa, mesmo de animação, é viver o reflexo do cinema brasileiro.

Brasileiros – Tem a questão de não existir um mercado formado de animação…
C.C. –
Exatamente. Não existe um mercado formado de animação em que as pessoas trabalhem e vivam disso.

Brasileiros – Vi recentemente uma matéria na televisão, por conta do Festival Anima Mundi, que mostrou que o mercado de trabalho do profissional de animação está aquecido. Muitos jovens estão sendo contratados e ganhando bem, por empresas do ramo de animação. Mas essa produção é para o mercado externo…
C.C. –
A maioria produz para fora. Mas o mercado interno, que está se consolidando, começa a aparecer mais. Sei que a gente está engatinhando ainda. Nos últimos anos, houve uma demanda por parte do governo, que injetou um suporte financeiro para produzir animação, que foi o Anima TV. Isso permitiu o investimento em pilotos e até em projetos em série. Acho que isso é de fundamental importância para consolidar a demanda de animação. Mas a demanda do longa de animação ainda é uma questão, como falei antes, do cinema nacional.

Brasileiros – Como foi a participação do filme Tempestade no Anima Mundi, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Esperava o prêmio do público?
C.C. –
Foi muito legal. Muita gente, tanto no Rio de Janeiro como em São Paulo, veio falar comigo no final das exibições de Tempestade. Não esperava prêmio, pois o público do Anima Mundi vota mais em animações com tom de comédia, e meu filme é tratado de forma mais séria. Mas valeu mesmo assim, pois é muito gratificante poder exibir seu filme de animação para o público acolhedor e atento, como acontece no Anima Mundi.

Fonte:

http://www.revistabrasileiros.com.br/secoes/o-lado-b-da-noticia/noticias/1731/

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  • Lista – Melhores do Anima Mundi 2010

Por Paulo Ricardo de Almeida

Após 17 sessões competitivas de curtas, os 20 melhores filmes que vi no Anima Mundi:3. Tempestade, de César Cabral

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  • Revista Moviola fala do curta de César Cabral

Por Paulo Ricardo de Almeida

Marinheiro solitário atravessa o oceano para encontrar a mulher que ama. A tempestade, no entanto, altera-lhe o percurso e o impede de vê-la novamente.Se apostava na força dos diálogos e no carisma das personagens em Dossiê Rê Bordosa, César Cabral se vale apenas do clima narrativo (luz e cores, sobretudo) em Tempestade, que se inspira na música Eleanor Rigby, dos Beatles, e nas paisagens de William Turner – pintor Romântico londrino, precursor do Impressionismo.

O filme sugere que a tempestade e os mares revoltos não passam de metáforas para a angústia do herói, de expressões conturbadas da alma. O marujo, pois, lança-se em saga inútil, visto que jamais reencontrará a amada: seus próprios sentimentos a mantêm distante.

Com primoroso stop-motion, Tempestade afirma César Cabral, hoje, como maior nome da animação brasileira.

Tempestade, de César Cabral, 2010.

Fonte:

http://www.revistamoviola.com/2010/07/27/tempestade/

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  • Premiação do Festival de Paulínia

Filme de curta-metragem – Nacional:

 

Melhor Direção:
Cesar Cabral, por “Tempestade”


 

Para saber mais sobre os outros premiados acesse:

 http://cinema.uol.com.br/ultnot/2010/07/22/em-paulinia-juri-premia-5x-favela-e-criticos-elegem-broder.jhtm

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  • Aposta do Movie para os Curtas Nacionais:

Os jurados de curtas-metragens nacionais terão dificuldade de escolher um vencedor…

…A animação Tempestade, de Cesar Cabral,  tem cenários incríveis, sem contar os traços diferenciados dos personagens principais.  O mar parece muito real e os efeitos também merecem menção.

Fonte:

 http://movie.uol.com.br/festivaldepaulinia/303-ARTIGOS-APOSTA-MOVIE-CURTAS-NACIONAIS


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Confira em: http://vimeo.com/13364080

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Anima Mundi – Diário Animado

Mais um dia de festival e mais boas surpresas apareceram nas sessões.

Curtas 5: Apesar de começar com 2 curtas meio esquisitos é uma ótima sessão. Tempestade do Brasileiro César Cabral ( já entrevistado aqui em um dos PodCasts do Animação S.A.) é um dos destaques dessa seção. O curta conta a história de um marujo que enfrenta uma tempestade em busca de sua amada.

 

 

Fonte:

 http://oglobo.globo.com/blogs/animacao/posts/2010/07/20/anima-mundi-2010-diario-animado-dia-4-309526.asp

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  • AnimaMundi é destaque no Programa Metrópolis da Cultura e “Tempestade”  é destaque:

O Programa Metrópolis da TV Cultura fez uma matéria sobre o Anima Mundi. Um dos destaques, foi  “Tempestade” de César Cabral (diretor do premiado curta “Dossiê Re Bordosa”).

Para conferir mais cenas do filme e assistir ao programa completo, acesse: http://www.tvcultura.com.br/metropolis/programas/47312

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  • Curtas em Destaque

-Por Suyene Correia

Nesta 3a edição do Paulínia Festival de Cinema, os curtas regionais e nacionais em competição chamaram a atenção do público e crítica….

….O nível dos curtas nacionais está melhor do que no ano passado. A disputa pelo prêmio de R$ 25 mil e pelo Troféu Menina de Ouro deve ficar entre a animação “Tempestade” de César Cabral (que acabei conferindo em sessão especial realizada na manhã da segunda-feira), “Eu Não Quero Voltar Sozinho” do jovem Daniel Ribeiro e  “Estação” de Márcia Faria. Nesta categoria e na do Curta Regional também são oferecidos prêmios para Melhor Direção (R$ 15 mil) e Melhor Roteiro (R$ 10 mil).

Fonte:

http://bangalocult.blogspot.com/

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Parte da Equipe do “Tempestade” no Festival de Paulínia

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  • Cineasta do Curta ‘Tempestade” ministra workshop de Stop Motion em Paulínia:

César Cabral atacou o Festival de Cinema de Paulínia deste ano em duas frentes: exibiu seu curta-metragem de animação, o excelente A Tempestade, na segunda noite do festival e ministra o workshop StopMotion para jovens da cidade.

No curso, o cineasta ensina técnicas de animação usando bonecos que os próprios alunos estão criando.

Abaixo, três momentos: no primeiro, os alunos fazem perguntas para o diretor após a exibição do seu curta e o diretor exibe o boneco usado no filme. Depois, César fala um pouco do curso. Na sequência, uma aluna comenta sobre suas expectativa.

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  • Curta metragem “Tempestade” impressiona pelo orçamento e cronogramas apertados:

“Tempestade”, curta-metragem nacional de animação exibido no primeiro dia de competição do Festival de Paulínia, impressionou a todos por seu pouco tempo de produção (quatro meses) e orçamento de (R$ 100 mil – erro de divulgação) – R$ 50 mil. Apó s ser contemplado em um edital, o antigo projeto se tornou realidade na vida do diretor César Cabral.

No filme, um marujo solitário navega por oceanos tumultuados e tempestades, em busca do reencontro com sua amada.

César usou muitas referências da cultura inglesa, como a trilha sonora dos Beatles e um dos personagens do pintor inglês Willian Turnner.

Segundo o diretor, muitas mudanças ocorreram até a finalização do projeto. ‘O filme foi se transformando e foi surgindo a partir de um foco que se desdobrou. No começo muita coisa foi pesquisada em um caminho longo, porém rápido’.

O diretor finalizou com a comparação de seu projeto para o público adulto, em oposição com as constantes produções infantis atuais.

Fonte: http://www.culturapaulinia.com.br/noticia_festival.php?id=45

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  • César Cabral segue tendência adulta no Curta ‘Tempestade’ apresentado no Paulínia Festival de Cinema:

Por Eliane Franco

Após o sucesso de Dossiê Rê Bordosa’, que já ganhou 70 prêmios desde que foi lançado em 2008, o diretor César Cabral apresenta seu mais novo trabalho no Paulínia Festival de Cinema 2010 ‘Tempestade’.
Seguindo a tendência do leste europeu de não fazer animaçãa com aspecto infantil, o diretor compôs o curta, inspirado em um dos trabalhos do pintor inglês Willian Turner e músicas dos Beatles.
Segundo o diretor, muitas mudanças ocorreram até a finalização do projeto. ‘O filme foi se transformando e foi surgindo a partir de um foco que se desdobrou. No começo muita coisa foi pesquisada em um caminho longo, porém rápido’.

No filme, um marujo solitário navega por oceanos tumultuados e tempestades, em busca do reencontro com sua amada. Segue uma rotina rígida de afazeres até que mudanças inesperadas em sua rota alteram seu destino.
O curta conta em sua trilha sonora com música de Philip Glass –Violin Concerto nº 1

Fonte: http://cinemapaulinia.com.br/portal/?p=397

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  • Entrevista com o Diretor César Cabral:

Por Patrícia Agusti

O diretor César Cabral, do premiado Dossiê Rê Bordosa, concorre na categoria curta-metragem nacional no III Festival de Paulínia com Tempestade, rodado em stop motion e esteticamente influenciado por diversos artistas. O pintor William Turner, cuja temática é o mar, foi uma das inspirações para o cenário. Já a aparência do personagem principal foi baseada em obras do artista Alberto Giacometti. As músicas do compositor americano Philip Glass fazem parte da trilha sonora.

Feito com verba de um edital da Cultura Inglesa, a história tem uma atmosfera britânica e mostra a saga de um marinheiro lutando contra um mar revolto com a ajuda de uma pequena bússola. Seu norte é a fotografia de uma bela mulher, que vai se afastando do enquadramento da gravura conforme o barco perde o seu rumo.

A seguir parte da entrevista concedida pelo diretor Sérgio Cabral e a produtora Carol Scalice nos estúdios do pólo cinematográfico de Paulínia:

Sobre a escolha de Philip Glass para a trilha sonora.

César Cabral – Estava ouvindo Rádio Cultura e pesquisei depois para saber de quem era a música que tinha ouvido. Fui montando as cenas com a música para sentir se funcionaria e começamos a negociar os direitos.

Carol Scalice – Tentamos usar os Beatles a princípio, mas só para gravar custaria algo em torno de R$ 250 mil. No caso do Philip Glass expliquei que era para um curta e a gravadora e o empresário dele foram gentis e acabamos pagando algo em torno de US$ 800 dólares.

Em que escola você enquadraria o seu trabalho?

César Cabral – Se for pensar em uma escola, acredito que seja a do Leste Europeu, pois não faço produções voltadas ao público infantil. Não que haja um problema com isso, mas eu faço pensando no público adulto mesmo. Hollywood, por exemplo, achou uma fórmula que funciona nesse segmento, mas não faço nada específico para criança.

Como será o novo projeto em desenvolvimento com o Angeli?

César Cabral – Será uma série ou um longa-metragem, ainda não está definido. Ele não se envolveu diretamente no Rê Bordosa, mas agora ele quer participar da produção. Não temos um roteiro fechado, mas sabemos que vamos trabalhar com outros personagens dele.

Fonte: http://movie.uol.com.br/festivaldepaulinia/conteudo.php?id=267

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  • Curta se inspira em Turner:

Por Douglas Resend

Uma outra grata surpresa na programação do festival de Paulínia até agora foi a animação “Tempestade”, do paulista Cesar Cabral. O curta-metragem de nove minutos chamou a atenção especialmente pela sua beleza plástica e também pela dramaticidade que alcança ao narrar o drama de um marinheiro solitário em meio à tempestade em alto mar. Ele quer chegar, se agarra à fotografia da mulher amada, mas a tempestade é um carrasco cruel e mortal.

O filme foi feito todo na técnica quadro a quadro do stop motion e sem diálogos. A plasticidade se constroi pela fotografia e direção de arte e pela bela modelagem do boneco de massinha, o único personagem do curta. A imagem foi inspirada na estética do pintor inglês William Turner. “Tentamos trazer a luz, a atmosfera da pintura dele para o filme”, disse o diretor de arte, Daniel Bruson.

Além de Turner, o diretor do filme, Cesar Cabral, sublinha a animação do leste europeu como uma influência importante para sua estética. “É uma escola que mostra um universo mais adulto, enquanto no Brasil a animação ainda está muito ligada ao infantil”, disse ele.

O roteiro, enquanto isso, foi inspirado na canção dos Beatles “Eleanor Rigby”. “É uma música que fala de solidão”, justificou Cabral. “Mas só serviu como marco inicial da história”. Não são coincidências as referências à cultura britânica. O projeto do curta se enquadrou num edital do Festival Cultura Inglesa para conseguir recursos para filmagem.

Enquanto as duas primeiras referências são britâncias, a trilha sonora é do compositor norte-americano Philip Glass, que cedeu o direito de uso de “Concerto para Violino nº 1” por camaradas US$ 800. A música de Glass é fundamental para a dramaticidade da história do marinheiro.

Fonte: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdEdicao=1727&IdCanal=4&IdSubCanal=&IdNoticia=146219&IdTipoNoticia=1

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  • Paulínia Festival de Cinema – 2010 (Cinequanon)

Por Cid Nader

Tempestade, de Cesar Cabral. Animação, 2010 – 10 min. (FOTO 2)

Falar de Cesar Cabral nos dias atuais é certeza – ao menos até hoje – de que se falará de trabalho de animação com qualidade superior. Esse seu novo – com um stop-motion excepcional, onde mistura a clássica massinha dos personagens à madeira da composição do interior do barco, além de um plástico (parecia plástico) para criar o movimento do mar revolto (coisa que me remeteu instantaneamente à relembrança de cenas de “E La Nave Vá”, de Federico Fellini) – trabalho parece já ter nascido clássico desde o momento em que foi imaginado pelo diretor.

Para citar aqueles seres solitários, que são os melhores para instalarem clássicos nas nossas memórias, Cesar foi a um clássico da música, “Eleanor Ribby” – que fala de pessoas solitárias, da solidão do afastamento, da busca, do isolamento do túmulo, da não volta – e contou a saga de um marinheiro, que deseja lutar contra as intempéries, contra a obviedade “que grita que ele nunca conseguirá” (são diversas as razões para tal negativa do destino). O filme é trabalho dos mais elaborados no quesito manipulação dos materiais: fato esperado em diretor e equipe que são pacientes o necessário na certeza da importância da calma para a confecção de trabalhos que mereçam a atenção. Surpreendente – só não mais ainda, porque já se sabe da capacidade e da imaginação dele para criar movimentos e “falsidades” que fazem de seus filmes obras recheadas de zooms e travellings, criando obras de consistência dramático-narrativa rara – pelo alcance das manipulações obtidas com as lentes (pequenos e lentos “zooms”; “tomadas” por ângulos inusitados; variação na iluminação; ventos que movem pontas de papel ou os levam pelas janelas…), o que faz com que esse trabalho consiga um pulo a mais na busca da movimentação perfeita (o que poderia parecer inacreditável)do que já havia ocorrido com o grande “Dossiê Rê Bordosa”.

Não há como não se emocionar com o trabalho, onde a angústia e a solidão do velho marinheiro são potencializadas pela fotografia da amada enchendo a tela vez por outra, ou pela sonorização criada por música clássica (lembro de ter lido o nome de Phillip Glass, mas creio ter lido o nome de um outro autor, mais antigo): valendo ressaltar um trabalho e cuidado primoroso na confecção sonora de tal qualidade, que faz essa animação uma das mais bem “equipadas”, nesse sentido, dentro de nossa cinematografia. Há ainda a busca da similaridade – da homenagem, da referência – à obra plástica de Willian Turner, por alcançar, principalmente, além dos traços e algo da luz, tipos de textura executadas por esse.

Quando o filme termina, a retina imediatamente reage ao que adquiriu pelas mais variadas execuções realizadas e tentadas: e a alma sai com a angústia que o filme emprestou da música dos Beatles, do significado da solidão, da certeza de que há que tentar, mesmo quando se sabe que não se irá alcançar. Quando Tempestade termina, percebe-se que se pode falar à nossa alma pungentemente, mesmo com bonequinhos, com massinhas, com madeira – creio que isso seja uma e das possibilidades da essência da arte e dos caminhos que pode buscar para alcançar objetivos.

Fonte: http://www.cinequanon.art.br/

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  • Comentários sobre o curta “Tempestade” pelo blog Câmera Escura:

Já o curta nacional apresentado foi uma pequena obra-prima chamada “Tempestade“. Dirigido por César Cabral, o curta foi produzido usando a técnica de animação em “stop motion”, ou animação de bonecos. Cabral estava presente ao festival e disse que o cronograma foi apertado, com o filme sendo feito em apenas quatro meses. A história, sem diálogos, mostra a luta de um marinheiro contra um mar revolto, tentando levar seu pequeno barco até onde está sua amada. A fotografia é cheia de sombras fortes, e o filme tem uma grande carga emocional auxiliada pelo uso do Concerto Número 1 de Philip Glass, que sabe como ninguém criar um clima de obsessão. César Cabral é também o diretor do premiado “Dossiê Rê Bordosa”, falso documentário em stop motion sobre a polêmica personagem de Angeli. “Tempestade” poderia, facilmente, ganhar um Oscar de Melhor Curta Metragem Animado.

Fonte: http://cameraescurablog.blogspot.com/2010/07/2-dia-iii-festival-paulinia-de-cinema.html

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  • A mostra competitiva do Paulínia Festival de Cinema começa com a exibição de dois curtas-metragens e dois longas-metragens que empolgam o público, mas desagradam a crítica

Por Amilyon Pinheiro

“A melhor coisa da noite foi Tempestade”

A frase acima foi dita por uma jornalista, quando lhe perguntaram o que tinha achado dos filmes exibidos no primeiro dia do festival. A mostra competitiva começou com o curta regional Só Não Tem Medo Quem Não Quer, de Hidalgo Romero, que fala de um assalto que termina mal.

Como todos já devem saber, os diretores, antes de se aventurarem no primeiro longa, fazem um curta para aprender o ofício de diretor. E a maioria desses diretores aproveita o curta para experimentar, ser ousado ou coisa desse tipo. Mas, muitas vezes os experimentos naufragam pela pretensão. Não é o caso do curta Só Não Tem Medo Quem Não Quer, que não ousa muita na linguagem, adequada com a história que o filme quer contar. Porém, o problema se concentra na história, que não diz a que veio. Fica na banalidade e não mostra causa e efeito de tudo aquilo.

Já o outro curta, Tempestade, de César Cabral, que a jornalista cita como a melhor coisa da noite, é um desenho animado e fala da jornada que um marujo empreende no mar para encontrar a sua amada. A animação se baseia em uma música dos Beatles. Para quem perdeu o filme no Festival de Paulínia ou não estava aqui, não fiquem tristes, porque o filme passará no Festival Anima Mundi, que está no Rio de Janeiro e acontece no final do mês em São Paulo.

Fonte: http://www.revistabrasileiros.com.br/secoes/o-lado-b-da-noticia/noticias/1695/

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  • 14º Cultura Inglesa Festival movimenta em maio o Circuito Cultural:

TEMPESTADE

A solidão doída de Eleanor Rigby e do padre Mackenzie, cantada em versos realistas pelos Beatles, motivou o animador e diretor de animação Cesar Cabral a idealizar o roteiro de “Tempestade”. O filme evoca a figura recorrente do marinheiro preso num mar tempestuoso e nos limites de um amor que parece inatingível.

Para descrever as emoções e conflitos desse homem desesperado, tentando voltar para sua mulher, Cesar Cabral buscou inspiração no impressionismo de William Turner (1775-1851), um apaixonado pelo mar e suas condições adversas ao homem. Nesse filme, a técnica de animação stop-motion permitirá a construção espacial dos elementos dramáticos, que revelarão os detalhes do personagem.

Formado em Cinema e Vídeo pela Escola de Comunicações e Artes da USP, Cesar Cabral especializou-se como animador e diretor de animação para Cinema e Publicidade. Há 10 anos, fundou a Coala Filmes para dirigir seus próprios curtas, documentários e filmes publicitários. Seu mais recente trabalho foi o curta de animação “Dossiê Rê Bordosa” (2008),  que conquistou 62 prêmios, com destaque para o de Melhor Filme e de Melhor Animação Brasileira no 16o Animamundi, Menção Honrosa do Festival “É Tudo Verdade” e de Melhor Roteiro e de Melhor Montagem do Festival de Gramado.

Ficha Técnica: Direção e Animação: Cesar Cabral/ Direção de Arte e Concepts: Daniel Bruson/ Produção Executiva: Carol Scalice/ Direção de Produção: Anália Tahara/ Roteiro e Montagem: Cesar Cabral & Leandro Maciel/ Direção de Fotografia: Alziro Barbosa/ Bonecos e Cenários: Olyntho Tahara/ Assistente de Animação: Luciana Facury/ Assistente de Direção: Monique Kovacic.

Fonte: http://www.radardovale.com.br/agenda/agenda/331/valedoparaiba-14culturainglesafestivalmovimentaemmaioocircuitoculturaldemaisde20cidadesdesaopauloparanaesantacatarina.html

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  • Em Blumenau, o festival exibirá três curtas-metragens em Cinema Digital:

Aliar os sentimentos expressos no clássico Eleanor Rigby (Beatles) à textura e à luminosidade das paisagens de William Turner é o desafio de Tempestade, um filme dirigido pelo animador César Cabral. A partir da técnica de stop-motion (animação com bonecos e cenários reais), a história revela a luta de um marujo solitário num mar em fúria para reencontrar sua amada.

A solidão doída de Eleanor Rigby e do padre Mackenzie, cantada em versos realistas pelos Beatles, motivou o animador e diretor de animação César Cabral a idealizar o roteiro de Tempestade. O filme evoca a figura recorrente do marinheiro preso num mar tempestuoso e nos limites de um amor que parece inatingível.
Para descrever as emoções e conflitos desse homem desesperado, tentando voltar para sua mulher, César Cabral buscou inspiração no impressionismo de William Turner (1775-1851), um apaixonado pelo mar e suas condições adversas ao homem. Nesse filme, a técnica de animação stop-motion permitirá a construção espacial dos elementos dramáticos, que revelarão os detalhes do personagem.
Formado em cinema e vídeo pela Escola de Comunicações e Artes da Usp, César Cabral especializou-se como animador e diretor de animação para cinema e publicidade. Há 10 anos, fundou a Coala Filmes para dirigir seus próprios curtas, documentários e filmes publicitários. Seu mais recente trabalho foi o curta de animação Dossiê Rê Bordosa (2008), que conquistou 62 prêmios, com destaque para o de Melhor Filme e de Melhor Animação Brasileira no 16º Animamundi, Menção Honrosa do Festival É Tudo Verdade e de Melhor Roteiro e de Melhor Montagem do Festival de Gramado.

Fonte: http://www.folhablu.com.br/ler.noticia.asp?noticia=6461&menu=18

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  • Jornal Diário do Grande ABC: 06.05.2010>>

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  • Folha de São Paulo: 05.05.2010>>

 

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  • Veja São Paulo: 04.05.2010>>

Fonte: http://vejasp.abril.com.br/cinema/cultura-inglesa-festival-cinema

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  • Matéria no site UOL>>

 Fonte:http://entretenimento.uol.com.br/album/14_cultura_inglesa_fest_album.jhtm?abrefoto=14#fotoNav=1

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  • Folhinha SP: 01.05.2010>

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  • Blog do Cesar Giobbi: 01.05.2010>

Cinema Digital
No dia 4, o público poderá conferir a estreia dos três curtas-metragens em Cinema Digital do festival: Tempestade, de César Cabral, Ocos, do grupo Gravadores, sob direção de Pedro Garrafa e Quinteto de Cordas, de Bruno Mello Castanho, na Sala Cultura Inglesa do Centro Brasileiro Britânico.  Os curtas serão exibidos no mesmo local nos dias 10 e 17, às 19h, 20h e 21h.

A canção Eleanor Rigby, dos Beatles, e a obra do pintor William Turner levaram o diretor César Cabral a idealizar Tempestade, um filme em stop-motion (animação com bonecos e cenários reais) que revela a luta de um marujo solitário, num mar em fúria, para reencontrar sua amada.

Fonte: http://www.onne.com.br/cesar/materia/variedades/13098/14-cultura-inglesa-festival

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  • Matéria Folha OnLine: 30.04.2010>

Por Gabriela Romeu

Um mar separa um navegante solitário de sua amada no curta “Tempestade”, dirigido por Cesar Cabral. Ele será uma das três animações exibidas no Festival Cultura Inglesa, que acontece de 5 a 23 de maio em São Paulo.

O curta foi inspirado numa canção dos Beatles, chamada Eleanor Rigby, e também na obra do pintor inglês William Turner. Na Folhinha de amanhã você descobre passo a passo como foram feitas as cenas da tempestade, que deram um trabalhão.

Leia a entrevista com o diretor no seu estúdio, em que participaram crianças do colégio Renovação.

Quanto tempo demorou para fazer o filme?

Esse filme é curto, tem oito minutos, foram alguns meses. Mas a gente conseguia fazer cinco ou seis segundos do filme por dia; às vezes, só dava para fazer dois segundos.

Como funciona a animação “stop motion”?
Com o boneco parado, a gente vai tirando fotinho a fotinho de cada movimento. Se ele demora um segundo para levantar um braço, são feitas 12 fotos para mostrar esse movimento. Mas, às vezes, ele está levantando o braço, virando a cabeça e piscando o olho na mesma hora. Temos que pensar em tudo isso.

Como foi feito o boneco?
Ele tem um esqueleto de ferro, que ajuda a gente a colocá-lo na posição certa, e ele fica parado. Dá para manipular um pouco a barba, a sobrancelha e a boca. Assim, ele fica mais bravo ou mais triste, por exemplo.

Fonte:http://blogdafolhinha.folha.blog.uol.com.br/arch2010-04-01_2010-04-30.html#2010_04-30_20_14_18-132516387-0

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  • O andamento da produção: 29.03.2010>

Por Carolina Scalice

Estes são os temas principais do curta metragem Tempestade, dirigido por Cesar Cabral e produzido pela Coala Filmes, responsáveis também por outra animação de grande sucesso, o Dossiê Rê Bordosa.

Em sua 4a semana de animação, utilizando a técnica stop motion, o cronograma, apesar de bem apertado, está sendo cumprido! E posso lhe garantir que está ficando lindo! 😉

Os bonecos e cenários estão sendo feitos no próprio estúdio da Coala, pelo modelador Olyntho Tahara e com a direção de produção de Anália Tahara. O responsável pelos layouts disso tudo é nosso diretor de arte Daniel Bruson. Já foram feitos 4 pré-lights com o diretor de fotografia Alziro Barbosa.

Se você quiser conhecer um pouquinho mais sobre parte da equipe do curta Tempestade, siga-os no Twitter e acesse os links!

Diretor – http://twitter.com/cesarcabral
Produtora Executiva – http://twitter.com/carolscalice
Diretor de Fotografia – http://twitter.com/alzirobarbosa
Roteirista – http://twitter.com/leandrovmaciel

Beijos e até o próximo post!

Fonte: http://culturainglesafestival.wordpress.com/2010/03/29/tempestade/

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  • Quando o filme foi selecionado: 22.12.2009>

Com o projeto do curta-metragem “Tempestade”, o diretor de animação César Luiz Cabral está entre os autores selecionados para integrar a programação de Cinema Digital do 14o Cultura Inglesa Festival, programada para maio de 2010. O anúncio foi feito na última quinta-feira (17 de dezembro), em grande festa no Centro Brasileiro Britânico.

De 04 a 23 de maio, o 14o Cultura Inglesa Festival vai apresentar 15 atrações de artistas brasileiros, inspirados em obras britânicas, nas áreas de Teatro Adulto e Infantil, Artes Visuais, Dança e Cinema Digital. Serão três atrações por área. Este ano, o festival recebeu o número recorde de 347 inscrições de projetos culturais – contra 296 da edição anterior. Os projetos foram selecionados por uma equipe de especialistas – entre artistas, jornalistas e críticos. Puderam concorrer artistas residentes em 61 cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

TEMPESTADE
Formado em Cinema e Vídeo pela ECA/USP, o diretor de animação César Luiz Cabral é conhecido no meio publicitário por campanhas como a da boneca “Susi” (Estrela) e “Super Pollo” (Trattoria Filmes). Seu curta “Dossiê Rê-Bordosa ganhou de 62 prêmios, com destaque para os de Melhor Filme e Melhor Animação do 16o Festival Anima Mundi.

“Tempestade”, novo projeto de curta do diretor, nasceu sob inspiração da canção “Eleanor Rigby”, dos Beatles, e da obra do pintor William Turner. Filmado com a técnica de stop-motion (animação com bonecos e cenários reais), o filme narra a luta de um marujo solitário, num mar em fúria, para reencontrar sua amada.

Fonte: http://www.lufernandes.com.br/2010/releases/diretor-de-animacao-cesar-luiz-cabral-tem-curta-selecionado-para-o-14-cultura-inglesa-festival/

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